segunda-feira, outubro 24, 2005

Mourinho perde 2 pontos com o Everton...

...acho que está na altura de uma chicotada psicológica. Menos de 3 é como derrota para o Mourinho.

quarta-feira, outubro 19, 2005

Dias da Cunha culpa a Comunicação Social...

... realmente já me cansa um bocado ver a quantidade de Jornalistas e fotógrafos em campo a atrapalhar a defensiva do Sporting, a Cortar as jogadas da ataque do mesmo e a mandar com os flashes para os olhos do Ricardo.

sexta-feira, setembro 16, 2005

Silêncio

A semana começou muito devagar. Cada dia que ia almoçar, um silêncio atroz abatia-se sobre o restaurante. As pessoas entravam e saíam sempre mudas. Sem dizer palavra pegavam na ementa e apontavam apenas o prato que desejavam. Os empregados anuíam apenas com um leve menear afirmativo de cabeça. Grupos de pessoas na mesma mesa brincavam com os palitos e talheres, os pratos e os copos enquanto esperavam silenciosamente e cabisbaixos pela comida. Comiam os seus pratos e no final limitavam-se a virar-se para o empregado enquanto simulavam escrever no ar com a mão... Os dias passavam-se a Preto e Branco....

Ontem, tudo mudou. Um imenso burburinho enchia o restaurante com a alegria extravasante das palavras de clientes e empregados. Todos falavam com todos. Não existiam mais mesas individuais. Mesmo as pessoas sozinhas falavam com as da mesa ao lado e por ai fora. Ninguém pediu a ementa, pediram em voz firme e alta o prato que desejavam... porque tudo mudou... ontem tudo mudou... porque o Benfica tinha ganho um jogo no dia anterior.

Cânticos de Acasalamento

É curioso como um carro novo se torna automaticamente a extensão dos tomates de um homem. Os telemóveis também mas de uma forma menor. É quase o equivalente a uma mulher comprar uma mala nova ou uns sapatos novos. Mas um carro isso sim é o supra-sumo. É como olharmos em volta e dizermos a todas as fêmeas: "Já viste? Carro novo... não é fácil conduzir isto tem um volante onde tenho de ter as mãos e mais umas 3 manetes adicionais!!! Tem também 3 pedais, e não sei se reparaste mas eu só tenho duas mãos e dois pés... e eu mexo nisto tudo ao mesmo tempo... não é para todos... E ainda me desvio dos outros carros..."

segunda-feira, setembro 12, 2005

As férias, as férias...

Não sei se estão a ver, mas nós por cá também tiramos férias. E como o velho portuga (Devo dizer que odeio esta expressão. Por qualquer razão que desconheço, faz-me sempre lembrar a telenovela brasileira "Emigrantes") gosta, nada melhor do que sol, mar e areia.

Em suma praia é sempre o objectivo. E independentemente de haver ou não dinheiro, haver ou não férias; o sol, o mar e a areia terão de estar sempre presentes. Vale tudo para poder misturar pequenos sedimentos geológicos entre os carpos e metacarpos (Pelo menos acho que são estes os ossos dos receptáculos emissores de chulé). Se não se tem dinheiro para ir para um hotel no Algarve, aluga-se uma casa com os cunhados, irmãos, avós e os animais selvagens que insistimos em trazer nas nossas férias: filhos, sobrinhos, cães, gatos, peixes, periquitos e o raio que o parta. Se mesmo assim não houver dinheiro, sai dai uma caravana ou uma tenda e siga para o parque de campismo de Monte Gordo ou algo que o valha. Posso ter que dormir no chão com uma pedra a empurrar-me um rim para fora, posso ter que iniciar uma depressão nervosa com ataques de histeria e ansiedade em virtude da gritaria contínua das crianças e dos cagalhões dos animais na minha roupa, posso até mesmo que ganhar uma hérnia discal ao mudar a fralda pela quinta vez diária do meu avô que tem Alzheimer, mas percebam isto muito bem: A mim... ninguém, mas ninguém mesmo, ME IMPEDIRÁ DE IR PARA A PRAIA. Afinal de contas são as minhas férias e eu preciso de descansar...

terça-feira, agosto 16, 2005

Algumas Merdas

Tenho um sério dilema. Devido à ausência de qualquer elemento do género feminino em casa, o inevitável aconteceu, acabou-se o papel higiénico na casa de banho. E agora tenho duas tarefas àrduas para completar. A Primeira consiste em descobrir onde é que o género feminino escondeu o papel higiénico. A Segunda é descobrir como é que se coloca o rolo de papel higiénico no suporte respectivo. Mesmo que eu não encontre posso sempre ir comprar. Agora descobrir como é que se coloca o Papel no Suporte... isso vai ser mais difícil...

Defecar é realmente uma coisa muito interessante. Para além de todas estas dificuldades, temos ainda que ter em conta que o cheiro dos dejectos, segundo os especialistas, é desagradável para todos nós com a excepção... dos nossos próprios dejectos. Aliás eu pessoalmente tenho um particular orgulho nos meus. Há muitos anos atrás tive o previlégio de conseguir "arrear um calhau" de proporções "Guinessianas". Chamei de imediato o meu pai para validar o meu feito. Ele olhou para a sanita e limitou-se a pronunciar um prolongado "Porra". Devo dizer que era o que se pode chamar de o cagalhão perfeito (Pardon my french). Com uma estrutura sólida e firme bem arredondado e a terminar de forma cónica. O Tamanho do mesmo era quase que assustador. A toda a altura parecia uma cobra a querer saltar cá para fora. A própria colocação do mesmo foi excelente. Um terço submerso e os restantes 2 terços à tona de àgua a desenhar uma recta perfeita. Ainda hoje, posso afirmar com toda a certeza que já vi muitos cagalhões meus e de outras pessoas (Sempre que sou presenteado à entrada de uma casa de banho por clismar, sim porque se fosse autoclismar o clismo seria automático), e nunca vi um com tal perfeição e tamanho como aquele. Pena não ter tirado uma fotografia com uma daquelas réguas do CSI e depois mandar para o Guiness.

De volta à palavra Defecar, e revisitando as minhas memórias, lembro-me de quando ainda não sabia falar inglês. Lembro-me de ter visto imensos filmes na famigerada década da Perestroika onde o assunto das deserções de leste, eram o tema predilecto. Na altura lembro-me de os ouvir dizer: "He has defected" (Penso que é assim que se escreve) e claro que no meio da minha ingenuidade, pensei que eles defecavam. Isto fazia-me imenso sentido. Tipo, eles desertavam da União Soviética e literalmente falando, cagavam neles...

Por agora, vou-me deixar de merdas...

O Que os homens querem.

Vi o anúncio a uma revista masculina, que afirma no seu anúncio que é a revista que sabe o que os homens querem. Por incrivel que pareça, embora seja leitor (Não é bem leitor, é mais visualizador) assíduo da revista, não a compro por essa razão. Isto porque me parece um argumento muito fraco para comprar uma revista. Convenhamos saber o que os homens querem não é nada de especial. As mulheres todas do mundo e arredores, sabem o que os homens querem. Nós homens também sabemos o que queremos. Sexo. P(D)uro e simples. "No strings attached". Se me dissessem antes a "revista que sabe como vocês podem ter todo o sexo que querem sem qualquer de efeito secundário"...

segunda-feira, agosto 08, 2005

O que aconteceria se as personagens de livros infantis envelhecessem?

Uma Aventura:

Chico: Casado com uma bimba da Amadora com 3 filhos, trabalha como servente da Somague. Bate nos filhos e na mulher todos os dias. Alcoólico crónico, com uma cirrose em estado terminal.

Pedro: Após terminar o curso de Engenharia Aeroespacial do Instituto Técnico, aceitou um estágio na Agência Espacial Europeia. Turista frequente da Tailândia onde se dedica à pedofilia. Passa os seus tempos livres na internet, onde recolhe imagens de "bondage" pedófilo. Masturba-se frequentemente em frente ao computador.

Teresa e Luísa: Seguiram a carreira de modelos na "Face Models". Depois de um Ìnicio fulminante, com passagens para Fátima Lopes, Stela McCartney e Versace, sucumbem à toxipendência. A falta de trabalho e a cocaína faz com que se zanguem. Actualmente a Teresa faz filme
pornográficos em Espanha enquanto a Luísa se prostitui na rua da Artilharia 1.

João: Depois da avó morrer, fazuma viagem até Amesterdão, onde começa a consumir erva desenfreadamente. Inicialmente militante activo do Bloco de Esquerda, é expulso por consumir em demasia as reservas de haxixe do partido. Começa a traficar drogas pesadas para sustentar o vício de heroína que entretanto ganhou. Actualmente está a tentar expandir-se por outros ramos, tornando-se o chulo da Luísa.

Faial: Depois do João viajar para a Holanda, torna-se um cão vadio. Vasculha actualmente os restos de comida dos restaurantes dos subúrbios.

Caracol: Morreu há 3 anos, de "overdose" de cocaína.

quarta-feira, agosto 03, 2005

Ensaios Reprodutivos (Vulgo Sexo)

No outro dia, enquanto usufruía da presença da minha namorada, a primavera falou mais forte do que nós. Obviamente fomos ensaiar a reprodução para a cama dela. Enquanto nos preparávamos para ensaiar a procriação com os "ânimos" já bastante exacerbados, preparo-me para estender a mão para o inibidor de procriações à base de látex (vulgo preservativo) quando sou surpreendido pela seguinte frase:

"Já telefonaste ao pai do Gonçalo?"

...

...

...

Antes de continuarmos tenho que explicar que o Gonçalo é um bébé recém-nascido com poucos dias de vida ainda.

Continuando:

Duas coisas vieram-me à cabeça de imediato. A primeira é que não me parece que ela estivesse muito "na onda" do que estávamos a fazer. Aliás, pior pergunta do que aquela só mesmo um "Já telefonaste à tua mãe hoje" ou um "O que é que queres fazer para o jantar". Eu compreendo que o tamanho do meu membro reprodutor, devido às suas dimensões acima da média africana, faça com que qualquer pessoa tente pensar em algo que a faça esquecer o tamanho da ponte prestes a entrar pelo seu corpo adentro. Daí o facto de não ter ficado chateado, como é óbvio, com tal pergunta... A segunda coisa que me veio à cabeça é o pensamento que ela escolheu: Crianças recém-nascidas. Gosto muito de crianças e espero ter muitas mas nesta altura do campeonato, posso dizer que ainda não está na minha agenda. Ora pensar em crianças recém-nascidas numa altura destas em que estamos apenas a ensaiar, comecei logo a pensar nos 99,9% em que tudo corre bem, e rapidamente o meu pensamento mudou as suas atenções para os 0,1% em que acidentes acontecem. No que diz respeito à minha disposição física e dimensões do badalo do sino (vulgo membro reprodutor masculino), nada se alterou. No entanto, psicologicamente não fui capaz de continuar.

Conclusão: conhecem aquela música? "Mão querida, Mão querida..."

terça-feira, agosto 02, 2005

A Marmita

Fenómeno que me intriga: porque é que as mulheres levam almoço para o trabalho e os homens vão almoçar fora?

Já trabalhei numa data de sítios, com uma data de gente diferente. Nalguns havia condições para almoçar lá, noutros havia vontade de fugir dali para fora, fosse qual fosse a desculpa.
Num dos sítios onde trabalhei havia uma coisa a que nós chamámos cozinha. Na realidade, o escritório era num apartamento (ex-apartamento) que tinha 4 salas, um hall, 1 cozinha (sem nada) e 2 WCs. O que era suposto ser uma cozinha, na verdade, era o arquivo morto. Portanto, quando resolvemos que precisávamos de um sítio para meter um microondas e um frigorífico resolvemos converter um WC em... cozinha. Dentro da banheira estava parte do arquivo morto que não cabia na (micro)cozinha. Por cima da sanita e do bidé metemos uma mesa de jardim, que servia de bancada. Atrás da porta cabiam o frigorífico e o microondas. O lavatório foi, obviamente, promovido a lava-louças. Resumindo: havia condições.
E o que é que acontecia? As gajas almoçavam lá. Cada uma levava de casa a marmita com a refeiçãozinha preparada, aquecia e comia, regra geral, em frente ao pc. Os gajos pegavam neles e iam comer a um sítio qualquer.
Assim que batiam as 13h era ver a fila para o microondas... Ao fim de 20 minutos estava um cheiro naquele escritório que não se podia. Como cada uma levava sua coisa, os cheiros misturavam-se fazendo com que, até pelo menos às 16h, fosse impossível trabalhar em condições. Mas nenhuma abdicava da marmita. Quando eles regressavam do almoço o mais normal era queixarem-se do cheiro. Azarecos, aguentassem.

O auge foi o dia em que uma colega levou nada mais nada menos que... uma dourada grelhada com batatas cozidas! Quando ela começa a desembrulhar o papel de alumínio onde a pobre dourada estava enfiada e nós vemos o que aquilo era... enfim... isto foi há 3 anos e ainda hoje se fala na dourada!

segunda-feira, agosto 01, 2005

Nova Modalidade Olímpica: Lançamento do Escarro

Pergunta: porque é que os homens deste país insistem em escarrar para o chão??

Hoje, ao subir a rua que me leva ao emprego onde apanho valentes secas (assunto para outro post), cruzo-me com um senhor dos seus sessenta e muitos anos, acho. Vinha acompanhado da esposa que, suponho, o seja há uma porrada de décadas. E o que é que o senhor faz? Aquele barulho nojento de quem está a puxar a expectoração do canal nasal para a garganta, para a seguir a puxar para a boca e depois cuspir. Que nojo! O homem faz aquilo mesmo ao meu lado, com a maior das naturalidades. A mim, com a maior das naturalidades, apeteceu-me vomitar-lhe para cima, o que, obviamente, não fiz. Porque, a não ser que se esteja com uma valente bebedeira daquelas em que não se sabe o que se faz, vomitar é coisa que se faz em casa (ou pelo menos entre quatro paredes), de cabeça enfiada na sanita, com uma mão apoiada na borda da dita e a outra a segurar o cabelo.
Bom, não contente com o primeiro escarro, o senhor repete a sequência: puxar o ranho, ajeitá-lo na boca e cuspi-lo.

Ora parece-me que isto requer alguma técnica. Não deve ser fácil... E, dada a quantidade alarve de gente que faz isto por cá, esta coisa devia ser promovida a modalidade olímpica. Podia ser que assim viessem mais medalhas para cá. É que, parece-me, a glória da nação seria muito mais bonita feita de escarradelas em barda que de corridas ganhas por Obikuelos (ou lá como se chama o tipo) e Carlas Sacramentos.

Profissão: Homem

Ser homem e uma profissão de risco. Todos os dias somos confrontados com diversas situações de perigo iminente. As mais perigosas, derivam normalmente de pequenas e inocentes perguntas como: "Achas que eu tenho um rabo grande?" ou "As minhas mamas são grandes?" O risco de uma resposta verdadeira em qualquer uma destas perguntas ou outra semelhante, é tão grande como se respondêssemos de forma vaga. Uma resposta do género "Queres uma resposta sincera ou uma resposta que te agrade?" seria uma maneira honesta e simples de evitarmos uma resposta directa, no entanto poderia sujeitar-nos a um perigo semelhante em função do carácter subjectivo de resposta nela contido. Mudar de assunto discretamente ou mentir com quantos dentes temos e não temos será sempre o mais seguro. Mas todo este perigo é insignificante comparado com as 2 frases mais proibidas de todo o universo masculino: "A minha mãe faz isso de outra maneira" ou "A Minha ex-namorada fazia isso melhor". Dizer uma destas frases, é estar mesmo a pedi-las. Qualquer uma destas duas dá direito imediato a greve sexual. No entanto outro tipo de punições poderão ocorrer. Fica aqui o conselho para quem, como eu, não gosta de interregnos na rotina sexual que todos os homens almejam (que é sexo, sempre que possível): Em caso de duvida, fiquem calados. Se não puderem ficar calados, finjam que não ouviram e se também não for possível mintam sem apelo nem agravo... A vossa felicidade sexual depende disso...

sábado, julho 30, 2005

Aos pulinhos

Esta semana vi uma coisa que me intrigou. À minha frente, a caminhar por Lisboa, ia um rapazinho na casa dos vinte anos, muito bem apessoado, com um ar meio "aplayboyzado". Até aqui tudo normal. O rapaz trajava uma t-shirt preta justa, jeans justas no rabo (que cenário...!) e uns ténis muito, muito fashion. Até aqui continua tudo normal. Acontece que o dito rapaz ia a andar... aos pulinhos. E pergunto eu: o que é que leva um rapaz giro, com um ar nada, mas mesmo nada gay, a andar aos pulinhos?? É que o moço parecia que estava a andar em cima de brasas...
O mais curioso é que, intrigada por esta questão, comecei a reparar noutros moços igualmente engraçados e concluí que... muitos deles andam aos pulinhos...!! Mas porquê?? Alguém me explica este fenómeno? Será que é por andarem com calçado apertado? Será que é por terem praticado algum desporto que os deixou assim, saltitantes? Será que acham que aquilo dá estilo?? É que não dá mesmo estilinho nenhum! Ou antes, até dá: dá um estilo gay! E aposto, mas aposto mesmo que não é este o objectivo...!

segunda-feira, julho 25, 2005

O Vaticanês

Frequentemente tenho ideias milionárias. Esta é uma delas.

Fui no outro dia, com um amigo meu, buscar o almoço dele a um restaurante chinês. Lembrei-me nessa altura, que apesar de já existirem restaurantes de varias nacionalidades gastronómicas, ainda não consegui experimentar a cozinha Vaticana. Pensei em lançar-me num negócio de restauração de Comida do Vaticano. As nossas especialidades seriam Barrigas de Freira, Papos de Anjo, Toucinho do Céu, Tronco de Natal, Bolo de Reis, Canja de Natal, Pães de Deus, Jesuítas, Pão e Peixe multiplicado e por aí em diante. Já estou mesmo a ver os Padres enquanto comem de entrada as Hóstias de Camarão: “Oh Chefe, traga aí mais um jarro de Sangue de Cristo que este já acabou” E depois ainda juntávamos espectáculos de variedades: Ilusionismo com pães e peixes multiplicados, àgua em vinho, etc.

Muito bem... há aí algum investidor?

sexta-feira, julho 22, 2005

Faxón V G1.0

Antes de mais, tradução do título: Fashion Versão Gaja 1.0.

Pegando, mais uma vez, no que o meu coleguinha de secretária disse... Para o comum dos mortais (leia-se, para os homens), coisas como bolsinhos, fechinhos, atilhozinhos, etc., que não tenham um propósito realmente útil, uma razão de mera utilidade para constar na roupa, não fazem falta nenhuma. Wrong. Serve para enfeitar. Ora enfeitanço é coisa de que nós, gajas, gostamos muito. Se andassemos todas de t-shirt branca e calças de ganga, o que é que nos diferenciava umas das outras? Nada, pois. Portanto, todo o qualquer pingarelho inútil tem sempre a utilidade de enfeitar. Depois há os extremos, mas mais tarde falaremos de árvores de Natal com pernas e fora de época (há bocado cruzei-me com uma no elevador...).
Gaja que é gaja usa coisas estranhíssimas, com efeitos especiais quase impensáveis. Muita desta roupa terá sido, obviamente, desenhada por outra gaja que sabe do que é que uma gaja precisa.

E, caro Dare, ainda que os bolsos das calças da tua namorada não sirvam para grande coisa, serviram para que tu reparasses que algo estranho estava por ali e que fosses investigar...

Faxón

Em tom de continuação, consigo lembrar-me de mais uns quantos acessórios de indumentária, perfeitamente obnóxios. A minha namorada comprou umas calças... perdão, corsários que tem dois bolsos com fecho éclair laterais. Até aqui tudo bem, o problema, para mim pelo menos, começa quando o mesmo fecho segue quase até ao joelho. A primeira coisa que eu pensei foi: “Estou mesmo com vontade de procriar”, isto porque o primeiro pensamento masculino é sempre de sexo ou derivado do mesmo. Mas a segunda coisa que eu pensei, foi: “Que grandes bolsos que as cal... Corsários têm”. Claro que não perdi tempo em abrir os fechos e constatar para grande espanto meu que o bolso tinha apenas 7 cm aproximadamente. Os restantes 25 cm eram dedicados a um espaço ounde mal cabe em largura uma caneta. Aqui eu peço que alguém me explique porque foi que as crianças da indonésia andaram a coser aqueles fechos nas calças... e a resposta não se fez esperar por quem já antes me tinha dado a conhecer a cor grená: “é fashion.” E mais não comento.

quinta-feira, julho 21, 2005

E por falar em roupa...

Pegando na temática geral do que o meu coleguinha de secretária acabou de escrever, aqui estou eu para falar dessa coisa maravilhosa que é a roupa de gaja.
Toda a gente sabe que há muito mais roupa de gaja que roupa de gajo. Porquê? Por causa da cor. Peguemos numa simples t-shirt de alças (é Verão e apetece). Entremos numa Zara, numa Berska ou numa Stradivarius. Avistamos a t-shirt, que é uma coisa simples, de algodão. No charriot (aposto que não sabias que os cabides onde elas estão penduradas são charriots, Dare!) está a mesma t-shirt em pelo menos 20 cores diferentes. Branco, amarelo, laranja claro, laranja escuro, rosa bebé, rosa choque, vermelho, bordeaux (ou grená), lilás, azul bebé, azul turquesa, azul petróleo, azul escuro, verde lima, verde sporting, verde tropa, beje, castanho, cinza e preto. E começa o dilema. Que cor escolher? Ora bem, a laranja pode ser usada com umas calças castanhas. Mas a rosa também. E a azul. E a branca. Porra, temos problema. A amarela também é muita gira. Mas não tenho nenhuma verde lima. Nem azul turquesa. E será que a verde lima fica bem com as calças castanhas? Ora deixa cá encontrar umas calças castanhas que sejam mais ou menos da cor das que tenho lá em casa a ver o que é que fica melhor aqui. Encontradas as calças, novo dilema: que número é que levo para experimentar? As que tenho são 36, mas o modelo não é este. E acho que estou mais gorda. Humm... levo um 36 e um 38. Mas as verdes do mesmo modelo também são muito engraçadas. Se calhar levo também umas 36 e umas 38 para experimentar e assim escolho a t-shirt que der melhor com os dois pares de calças. Ora, vamos lá então escolher as t-shirts: branco, amarelo, laranja claro, laranja escuro, rosa bebé, rosa choque, azul turquesa, verde lima, beje. Temos, portanto, 4 pares de calças e 9 t-shirts. Nada mau: consegui reduzir para menos de metade o número de t-shirts a experimentar. Claro que sou imediatamente barrada à porta do provador: só pode entrar com 6 (SEIS??????) peças. Seis??? Porquê só seis???? Solução: levar os 4 pares de calças e eliminar os 2 que não servem. E começar a esperimentar cada t-shirt com cada par de calças. Tentar perceber que cor vai bem com os dois pares de calças. E lá chegamos a uma nova triagem: branco, amarelo, laranja claro (mas só para as castanhas), rosa choque, verde lima e beje. Portanto temos 2 pares de calças e 6 t-shirts. Saio do provador e fico a olhar para a t-shirts. Enquanto penso se levo aquilo tudo ou não, pouso os olhos noutro charriot que tem outro modelo de t-shirts, nas mesmíssimas cores das anteriores. Novo dilema: será que este modelo me fica melhor? E que tal levar 3 de umas e 3 das outras, para não ser tudo igual? Nova viagem ao provador, novo barramento da menina-só-pode-entrar-com-6-peças.

Duas horas depois de ter entrado na loja, saio com dois sacos. Comprei umas calças que não contava, apenas porque achei que o verde era giro. Comprei 3 t-shirts de um modelo, mais 3 de outro e acabei por comprar também um casaco que vi e que já não tive pachorra para experimentar.

Ser gaja é lixado. É chato. E eu entendo perfeitamente porque é que os homens fogem das compras com as mulheres como o diabo foge da cruz...

Lisboa sem Camisa

Fui comprar uma camisa no outro dia. 30 Euros depois já era o feliz proprietário de uma bela camisa grená. Devo acrescentar já aqui que eu não sabia que era de cor grená, nem tão pouco sabia que essa cor existia, mas como a minha namorada fez questão de frisar que era grená eu assim o assumi para bem da felicidade conjugal. Fiquei muito contente com a minha camisa com os seus 8 botões mais 2 cosidos na parte de dentro. Procurei infindavelmente por aberturas onde os pudesse abotoar, mas sem êxito. De novo a minha namorada me explicou que esses botões eram botões de reserva (não sei o que faria sem ela para me explicar que grená é uma cor e que os botões eram de reserva entre outras coisas). Fiquei a pensar no porquê dos botões de reserva... O Objectivo dos mesmos é óbvio: substituir um dos actuais. Em primeiro lugar e considerando que os botões são castanhos e... perdão... considerando que os botões são GRENÁ e redondos, será assim tão dificil encontrar botões iguais? Terei eu comprado uma peça exclusiva de um estilista que faz os seus próprios botões que são únicos no mundo inteiro? Mas mais importante do que isso, porque haveria eu de substituir os actuais? Porque um se partiu? Porque se descoseu? Nesse caso a teoria do estilista perde um bocadinho a sua razão de ser, uma vez que eu aparentemente comprei uma camisa de má qualidade... Assim só posso concluir que fez a camisa já sabia que os botões ou se iriam partir ou quem os coseu, coseu-os displicentemente. Já estou a imaginar a costureira a pensar: "Isto ficou muito mal cosido... se calhar é melhor colocar uns botões de reserva"... E depois pensei eu: E se ela coseu mal também os botões de reserva?
Bem... é melhor parar por aqui...

terça-feira, julho 19, 2005

Off we go

... weeeeeeeeeee...